​BEM-VINDO

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Origem lendária:

 

Um dia, o sábio Chang San Feng estava lendo os clássicos taoistas próximo duma janela. Subitamente, sua atenção foi tomada pelo estranho canto de um pássaro, que se assemelhava às notas da cítara. O Imortal sábio olhou pela janela e pode observar o pássaro surgindo do alto como uma águia, avançando em direção a uma serpente que estava enrolada no solo. A cobra olhou fixamente para a ave e ambos começaram a lutar. O pássaro mergulhou com um grito, batendo as asas como se fossem ventarolas. O réptil, por sua vez, sacudia a cabeça como um dardo, evadindo-se das asas do atacante. A ave voltou para a copa de uma árvore, muito frustrada e desconcertada, mas não deixou de fazer nova e fracassada investida. Novamente a serpente se contorceu, mantendo-se fora de qualquer injúria. O Imortal recebeu uma revelação deste combate: a forma espiralada da serpente era como o símbolo do Tai Chi, contendo o princípio do suave superando o rígido. 

Como Chuang Tse (aluno mais evoluído de Lao Tse) "Avida é a combinação harmoniosa do yin e do yang".

Esta harmonia está expressa no Li Chi, o livro dos ritos:

"Quando o grande Tao predominava, todo o mundo era uma comunidade. Os homens de talento e virtude eram eleitos para conduzir o povo, as suas palavras eram sinceras e cultivavam a harmonia. Os homens tratavam os pais dos outros como os seus próprios e acariciavam os filhos dos outros como se fossem os seus. Fazia-se provisão adequada para a velhice até à morte,proporcionava-se trabalho aos que tinham capacidade para realiza-lo e educavam-se os jovens. Mostrava-se amabilidade e compaixão para com as viúvas, os órfãos e o doentes e cuidava-se assim de todos. Para cada homem havia uma parcela de terra, e para cada mulher uma casa. O povo desgostava-se com o desperdício da riqueza  mas não a acumulava para si; desgostava-lhe que as pessoas de talento estivessem desempregadas, mas não trabalhava só para si. Daí que os planos astuciosos fossem inúteis e que o roubo e os bandoleiros não existissem. Por isso todas as portas se mantinham abertas e nunca se fechavam.

O centro é o ponto focal da energia, o sítio a partir do qual é possível ver a totalidade da situação, ao contrário dos extremos, a partir dos quais a visão se distorce.

"O sábio coloca-se em último lugar e chega na frente de todos. Quando esquece suas finalidades egoístas, conquista a perfeição que nunca buscou”  Lao Tse

O Tao em que se pode caminhar não é o Tao eterno.

O nome que se pode dizer não é o nome eterno.

Sem nome, é a origem do Céu e da Terra.

Com nome, é a Mãe das dez mil criaturas.

Por isso 

é sempre sem pretendermos

que vislumbramos a sua maravilha.

E sempre que pretendemos apenas vislumbramos os seus contornos.

Os dois

são idênticos ao surgirem e só diferem no nome.

À sua identidade chama-se o mistério.

É um mistério que leva a outros mistérios.

A porta para um sem numero de maravilhas.



Lao Tse

Tao Te King



 

 



 

No caminho espiritual devemos investir na busca do nosso centro pois esse é o caminho de regresso a casa, esse é o nosso lugar, o centro cósmico, o Tao, o Santo Graal. A reconciliação com os opostos, o eco do cosmos trazendo-nos as respostas.

CHEN WANGTING E CHENJIAGOU

 

O General Chen Wangting, um artista marcial brilhante e endurecido pelas batalhas, serviu a dinastia Ming por anos, escoltando viajantes e combatendo forças insurgentes. Quando por volta de 1644 a dinastia Ming foi derrubada, e os Qing tomaram o poder, todas as suas honras concedidas por lutar se foram. Ele retirou-se para sua comunidade em Chenjiagou. Chenjiagou surgiu no século 14. Ela manteve-se uma pequena cidade até hoje, e o progresso parece ter passado ao largo. Ela foi fundada na época por Chen Bo que é considerado como a primeira geração da família Chen. Ele veio da província de Shanxi. Esta província sofria de superpopulação, e muitas famílias evacuaram para a província vizinha de Henan. Devido à guerra, este local foi mais ou menos deixado desguarnecido. Quando Chen Bo chegou lá com seu clã, os antigos habitantes desta faixa de terra jaziam mortos por todo o país. As pessoas que estavam com Chen Bo limparam a área e temporariamente fundaram a pequena comuna de Chen Bo Zhuang (“a comuna de Chen Bo”). Dois anos depois eles se mudaram para perto de onde hoje situa-se Chenjiagou, a “Vila da família Chen”. A agricultura era mais promissora ali. Contudo, como deve ter sido comum então, durante a turbulência da guerra civil, bandidos mantinham a área sob fogo. Chen Bo livrou a área de bandidos. Ele e as artes marciais cultivadas na família logo tornaram-se famosos no Condado de Wen. Naquela época, vizinhos da família Chen já haviam sido instruídos por membros da família em técnicas marciais. Chen Bo originalmente veio do distrito rural da província de Shanxi e se mudou de lá para Hongtong. A cidade de Hongtong era famosa por sua arte marcial (Hong) Tongbeiquan. Presume-se que Chen Bo trouxe esta arte marcial com ele para a nova comunidade, a Chenjiagou de hoje.

Trecho do Livro: "CHEN - Living Taijiquan in the Classical Style", (Capítulo 1) - Autor: Mestre Jan Silberstorff

CHEN FAKE, 陈发科 / 陳發科 (1887 — 1957)

Membro de 17° geração da família Chen, bisneto de Chen Chang Xing, é considerado um dos mais importantes expoentes do Tai Chi Chuan estilo Chen do século xx. Chen, Xiao Wang, Chen Family Taijiquan, China.

Aos 17 anos já era reconhecido como professor e provou sua mestria aos 27, enfrentando uma gang de bandidos que agiam em wenxian, junto com seu sobrinho Chen Zhao Pei, 5 anos mais jovem, dominando-os e entregando-os as autoridades.

Chen Fake foi o criador da XIN JIA, ou nova forma. Pela necessidade de caracterizar o estilo Chen perante os outros estilos, yang, wu e wuhao, já populares em Beijing, que punham a tonica no movimento lento e suave, Chen FaKe acrescenta a Lao Jia, antiga forma mais chan si jings, técnicas espirais, mais fajings, técnicas de emissões explosivas assim como mais algumas posturas.

Chen Fake ensinou em Beijing de 1928 até sua morte em 1957, posicionando o tai chi Chen em alta estima no meio das artes marciais. Entre seus alunos, seus filhos Chen Zhao Xu; Chen Zhao Kuei, assim como Gu Liuxin, Wang Bo, Feng Zhiqiang.

Num templo, um monge queria porque queria alcançar a Iluminação o mais rápido possível. Para isso, meditava mais que os outros, recitava mantras sem parar e jejuava mais do que o necessário.

Com o passar do tempo, o jovem foi emagrecendo. Seu aspecto era terrível, mas, mesmo assim, continuava suas práticas sem esmorecer. Certa manhã, o mestre do templo interrompeu a meditação do seu ansioso aluno e perguntou:

- Porquê tamanha pressa, meu querido monge?

O jovem parou de recitar seu mantra.

- Porque quero alcançar a Iluminação o mais rápido possível - respondeu ele, apontando o dedo para a frente.

- E quem lhe disse que a Iluminação está à sua frente?

- Como assim, mestre? - disse o jovem, desnorteado com a pergunta do mestre.

- A Iluminação pode estar atrás de você. Basta você serenar e se acalmar, que talvez ELA o alcance.

O aluno ficou algumas horas refletindo sobre as palavras do mestre. A partir desse dia, nunca mais a pressa fez parte da vida deste monge.

Verso 22 - CEDER PARA CRESCER

O incompleto será pleno.
O torto será endireitado.
O vazio será preenchido.
O consumido será renovado.
Possuir pouco é grande aquisição.
Possuir muito é grande erro.
Por isto, Sábio, abraça a unidade e esquece de si mesmo.
Sua presença é modelo para todos os homens.
Não se exibe, por isso resplandece.
Não se vangloria, por isso sobressai.
Não se jacta, por isso lhe é dado o mérito.
Não se glorifica, por isso é enaltecido.
Porque não rivaliza com ninguém, ninguém pode lutar com ele.
Os antigos disseram:
"O que é metade deve retornar a totalidade.
Sê humilde e permanecerás inteiro".
Podem, estas palavras, considerar-se vazias?

(Lao Tsé; Tao Te Ching)

"A bênção da água consiste em fazer bem a todos e, apesar disso, procura, conformada, sempre o lugar mais baixo, que todas as pessoas evitam. Portanto, ela tem em si algo do Tao." 

Lao Tsé

Humildade Marcial

"Na Província de Hopei viveu um camponês chamado Li-Ne-Jam que, apesar de ser pobre e humilde, era um profundo conhecedor do Kung Fu. Um dia foi assistir à demonstração de dois famosos heróis, os irmãos Tai-Ling-Pang e Tai-Lung-Pai, mas não se impressionou muito, pois percebeu que sua própria arte era superior. 

Ao invés de fanfarronear-se, guardou para si mesmo esses sentimentos e não falou a respeito nem se exibiu. Um dos irmãos percebeu que aquele camponês pobre e maltrapilho não se impressionara com a exibição e o seguiu. Quando Li-Nem-Jam estava novamente trabalhando no campo, aproximou-se por trás e o agarrou fortemente tentando demonstrar toda sua força. Li-Ne-Jam o atirou ao ar facilmente, arremessando-o longe. Surpreso com tamanha habilidade, o homem se ergueu e perguntou-lhe como o fizera.

- Pura sorte, respondeu Li-Ne-Jam e continuou a trabalhar..."

O "Espírito Marcial" - Marcos Natali (Editora Ediouro)

CÉU E INFERNO

Um orgulhoso guerreiro, chamado Nobushige, foi até o Mestre Hakuin, e perguntou-lhe: — Se existe um paraíso e um inferno, onde estão?

— Quem é você? — perguntou Hakuin.

— Eu sou um samurai! — exclamou o guerreiro.


— Você? Um guerreiro? — riu-se Hakuin. — Que espécie de governante teria tal guarda? Sua aparência é a de um mendigo!

Nobushige ficou tão raivoso que começou a desembainhar sua espada, mas Hakuin continuou:

— Então, você tem uma espada! Sua arma provavelmente está tão cega que não cortará minha cabeça...

O samurai desembainhou a espada e avançou pronto para matar, gritando de ódio. Neste momento, Hakuin anunciou:

— Acaba de se abrir o Portal do Inferno!

Ao ouvir estas palavras, e percebendo a sabedoria do Mestre, o samurai embainhou sua espada, e fez-lhe uma profunda reverência.

— Acaba de se abrir o Portal do Paraíso — disse suavemente o Mestre Hakuin.

Certo dia o monge Liu-Pei estava pescando, quando o sábio Kwan-kun apareceu perto do lago, e Liu o saudou dizendo:

- Até agora mestre só tenho mergulhado o anzol na água, e perdido todas as iscas que tenho colocado no mesmo.

Estou com vontade de desistir, não fisguei nenhum peixe.

Com sua sabedoria Kwan-kun respondeu:
- A pescaria é semelhante as passagens da vida na Terra , pois você deve tentar muitas vezes, visto que com certeza numa delas você pode conseguir o que almeja.

- Se você pescar o peixe na primeira vez que jogar o anzol, não terá graça para continuar pescando, e desta forma irá embora mais cedo, sem aprendizado.

- Na vida, após sucessivas tentativas você poderá conseguir o que tanto almeja: O peixe da felicidade.

Continue tentando pois a qualquer momento você poderá fisgá-lo.

O APERFEIÇOAMENTO PESSOAL

 

Um praticante certa vez perguntou a um mestre Zen, que ele considerava muito sábio:

 

- Quais são os tipos de pessoas que necessitam de aperfeiçoamento pessoal?

 

- Pessoas como eu, comentou o mestre.

 

O praticante ficou algo espantado 

 

- Um mestre como o senhor precisa de aperfeiçoamento?

 

- O aperfeiçoamento, respondeu o sábio, nada mais é do que vestir-se, ou alimentar-se...

 

- Mas,  replicou o praticante, isso fazemos  sempre! Imaginava que o aperfeiçoamento significasse algo mais profundo para um mestre.

 

- O que achas que faço todos os dias? - retorquiu o mestre

 

- A cada dia, buscando o aperfeiçoamento, faço com

cuidado e honestidade os actos comuns do cotidiano. Nada é mais profundo do que isso.

 

 

 

JULGAMENTOS

 

- Esse homem traiu-me e no entanto o mestre alimenta-o e veste-o.
 

- E tu não aprovas?
 

- Diz-se que esse homem, quando nos deixou, ensinou os camponeses a serem soldados e que os conduziu para a morte, numa rebelião.
 

- Estou consciente das suas desventuras. E estou igualmente consciente da sua fome e frio.
 

- Mas mestre, a comida e as roupas novas não o farão recuperar as forças, para partir novamente e continuar a causar sofrimento?
 

- Podem fazer. Mas, quando ele nos deixar, pela manhã, será que lhe faltará a terra debaixo dos pés? O sol que brilha em todo o lado esconderá dele a sua luz e calor? Transformar-se-á a água em lama quando ele a for beber?
 

- Se o sol, a terra e a água se abstêm de o julgar, quem sou eu para lhe recusar um cobertor e uma taça de arroz?

 

Fonte: Diálogo retirado da série Kung Fu, com David Carradine.

Compaixão e Sabedoria

 

 

Certo dia um camponês encontrou uma cobra morrendo no seu campo de arroz. Vendo o sofrimento da cobra, encheu-se de compaixão, apanhou a cobra e levou-a para casa.
Deu-lhe então, leite morno, envolveu-a num cobertor macio e amorosamente colocou-a ao seu lado na cama quando foi dormir. Pela manhã, o pobre homem estava morto.
Porque é que morreu? Porque ele só usou a compaixão e não a sabedoria. Se você pegar numa cobra com as mãos ela vai picá-lo. Quando você encontrar um meio de salvar a cobra sem ter de pegar nela com as mãos então você estará equilibrando sabedoria e compaixão e ambos ficarão felizes.
Sabedoria e compaixão devem andar juntas. Ter uma sem a outra é como caminhar só com um pé. Você pode pular algumas vezes, mas acabará caindo. Equilibrando os dois você andara muito bem vagarosa e elegantemente passo a passo.

  • Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?

 

  • Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.

 

  • De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos.

 

  • A preguiça anda tão devagar, que a pobreza facilmente a alcança.

 

  • Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita.

 

  • Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.

 

  • Quando duas pessoas trocam seus pães, cada uma volta com 1 pão. Quando trocam idéias, voltam com duas idéias.

 

  • Perder-se também é um caminho.

 

  • Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces


 



 


 


 

 

 

 

 

從錯誤中學習

APRENDENDO COM OS ERROS

O mestre, conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho, caminha com igualdade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
-Você não me ensinou nada hoje- diz o aprendiz, levando mais um tombo.
-Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
-E como lidar com eles?
- Como deveria lidar com seus tombos- respondeu o mestre- Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.

 

 

 

 

APERFEIÇOAMENTO PESSOAL

 

Um praticante certa vez perguntou a um mestre Zen, que ele considerava muito sábio:
- Quais são os tipos de pessoas que necessitam de aperfeiçoamento pessoal?
- Pessoas como eu - Comentou o mestre. O praticante ficou algo espantado: 
- Um mestre como o senhor precisa de aperfeiçoamento?
- O aperfeiçoamento, - respondeu o sábio, - nada mais é do que vestir-se, ou alimentar-se...
- Mas, - replicou o praticante, - fazemos isso sempre! Imaginava que o aperfeiçoamento significasse algo mais profundo para um mestre.
- O que achas que faço todos os dias? - retrucou o mestre - A cada dia, buscando o aperfeiçoamento, faço com cuidado e honestidade os atos comuns do cotidiano. Nada é mais profundo do que isso.

UMA CANÇÃO DO TAICHI

O grande começo de Céu e Terra
exsurge do Wuji, o Derradeiro Nada
Bem como do Grande Término do Taiji,

que dá à miríade de coisas, a sua conclusão.

Por isso todos tem o símbolo do Taiji em seus peitos
Um ser humano é criado na imagem do Céu
Cuja natureza é retornar a sua origem

A essência pré-nascimento Jing, a energia Qi pós-nascimento,
e o eterno espírito Shen são administrados segundo um princípio,
o padrão que a tudo abrange.

Correndo para o extremo da grandiosidade e firmeza,
Você pode passar no Céu e Terra, estes dois extremos, 
Os mistérios de cada um deles são abismais e incontáveis,
Mas incomparáveis em sua coragem.

Nossa família Chen é do país de Wen-
Defensores das habilidades pendentes do Mestre Chen Ying-yi;
Verdadeiros guardiões das tradições de luta dos grandes ancestrais,
Intituladas pelo nome que a tudo abrange, Taiji

Herdeiros da prosperidade e florescência do Taiji;
Pesquisadores e explicadores do Livro das Mudanças,
Nós tentamos fazer o povo entender que o Interno e Externo trabalham em harmonia

Pessoas ignorantes e estúpidas hoje criam a arte deste país-
você pode ver uma grande número deles em cada esfera e campo;
mas aqueles que empregam o espírito do O grande começo de Céu e Terra exsurge do Wuji, o Derradeiro Nada
Bem como do Grande Término do Taiji,
que dá à miríade de coisas, a sua conclusão.

Por isso todos têm o símbolo do Taij iem seus peitos
Um ser humano é criado na imagem do Céu
Cuja natureza é retornar a sua origem

A essência pré-nascimento Jing, a energia Qi pós-nascimento,
e o eterno espírito Shen são administrados segundo um princípio,
o padrão que a tudo abrange.

Correndo para o extremo da grandiosidade e firmeza,
Você pode passar no Céu e Terra, estes dois extremos, 
Os mistérios de cada um deles são abismais e incontáveis,
Mas incomparáveis em sua coragem.

Nossa família Chen é do país de Wen-
Defensores das habilidades pendentes do Mestre Chen Ying-yi;
Verdadeiros guardiões das tradições de luta dos grandes ancestrais,
Intituladas pelo nome que a tudo abrange, Taiji

Herdeiros da prosperidade e florescência do Taiji;
Pesquisadores e explicadores do Livro das Mudanças,
Nós tentamos fazer com que o poveo entenda
que o Interno e o Externo trabalham em harmonia

Pessoas estúpidas e ignorantes hoje criam a arte deste país-
Você pode ver um grande número delas em cada esfera e campo;
mas aqueles que empregam o espírito do Kung Fu são muito poucas
E não podem ser comparadas em número.

Desenvolva sua força e aproveite seu potencial,
Tacitamente perseguindo seu propósito;
Esteja atento aos Clássicos e não engane os outros-
Você pode tomar estas palavras como o lema de sua vida!

Aproveite a tão aguardada publicação deste livro,
Páginas nas quais você encontrará muitas coisas de interesse.
Admire e respeite-as com boa intenção,
E encoraje seus bons amigos a lerem este livro também.


Poema feito em comemoração à publicação do livro "Cânone Chen" 


CHEN PAN LING



Um praticante foi até o seu professor de meditação, tristemente, e disse: 
- Minha prática de meditação é horrível! Ou eu fico distraído, ou minhas pernas doem muito, ou eu constantemente fico com sono. É simplesmente horrível!!!
- Isso passará - o professor disse suavemente.

Uma semana depois, o estudante retornou ao seu professor, eufórico: 
- Minha prática de meditação é maravilhosa! Eu sinto-me tão consciente, tão pacífico, tão relaxado, tão vivo! É simplesmente maravilhoso!!!
O mestre disse tranqüilamente: 
- Isso também passará.

Arte marcial ( wu shu , aqui: quan)
武术(武术,这里全)

O termo arte marcial (wu = luta, guerra , shu = técnica , arte ou quan = punho, aqui como sinônimo de arte marcial) , entende-se como um sistema de habilidades de luta que não deve ser entendido no sentido desportivo , (" desporto de combate " ou " desporto competição marcial"), nem no sentido marcial reduzido ("habilidades de soldado") . 

Em vez disso, nós nos referimos a um sistema eficaz das habilidades acima descritas que merece o termo "arte" , porque, em primeiro lugar, excedem as habilidades normais neste campo e em segundo lugar (e de fato , devido ao primeiro fator) que deve envolver todos os níveis do ser. Sem este último aspecto, as habilidades não iriam cumprir seus próprios objetivos elevados e o termo 'arte' não se justificaria . 

(...)

Para resumir : a arte marcial representa um dos conceitos mais básicos para defender-se , no sentido mais holístico e eficaz, no processo em que todas as áreas da existência
humana devem ser envolvidas e refinadas. A perfeição seria o objetivo final.

Mestre Jan Silberstorff

AS ESTAÇÕES

 

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um viajar para observar uma pereira que estava plantada em um distante local.

 

O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão e o quarto e mais jovem, no Outono.

Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.

 

O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.

O segundo filho disse que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas.

O terceiro filho discordou. Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele tinha visto.

O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas…

 

O homem, então, explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…

Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida, podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas.

Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza do Verão, a expectativa do Outono.

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.

Concentração

 


Após ganhar vários torneios de Arco e Flecha, o jovem e arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela sua capacidade como arqueiro.
O jovem demonstrou grande proficiência técnica quando ele acertou em um distante alvo na mosca na primeira flecha lançada, e ainda foi capaz de dividi-la em dois com seu segundo tiro.
“Sim!”, ele exclamou para o velho arqueiro, “Veja se pode fazer isso!”

Imperturbável, o mestre não preparou seu arco, mas em vez disso fez sinal para o jovem arqueiro segui-lo para a montanha acima.
Curioso sobre o que o velho estava tramando, o campeão seguiu-o para o alto até que eles alcançaram um profundo abismo atravessado por uma frágil e pouco firme tábua de madeira. Calmamente caminhando sobre a insegura e certamente perigosa ponte, o velho mestre tomou uma larga árvore longínqua como alvo, esticou seu arco, e acertou um claro e direto tiro.
“Agora é sua vez,” ele disse enquanto ele suavemente voltava para solo seguro.
Olhando com terror para dentro do abismo negro e aparentemente sem fim, o jovem não pôde forçar a si mesmo caminhar pela prancha, muito menos acertar um alvo de lá.
“Você tem muita perícia com seu arco,” o mestre disse, percebendo a dificuldade de seu desafiante, “mas você tem pouco equilíbrio com a mente que deve nos deixar relaxados para mirar o alvo.

A única prisão real é o medo. E a única liberdade real é a liberdade de não ter medo.”

Aung San Suu Kyi

A Porta Negra

 

Num reino da China, havia um Rei que era muito polêmico por causa de seus atos. Ele pegava os prisioneiros de guerra e levava para uma enorme sala. Os prisioneiros eram enfileirados no centro da sala e o Rei gritava, dizendo: - Eu vou dar uma chance para vocês. Olhem para o canto direito da sala. Ao olharem, os prisioneiros viam alguns soldados armados de arco e flechas, prontos para ação. - Agora, - continuava o Rei - Olhem para o canto esquerdo. Ao olharem, todos os presos notavam que havia uma horrível Porta Negra de aspecto gigantesco. Crânios humanos serviam como decoração e a maçaneta era a mão de um cadáver. Algo horripilante só de imaginar, quanto mais para ver. O Rei se posicionava no centro da sala e gritava: - Agora escolham : o que vocês querem ? Morrerem cravados de flechas ou abrirem rapidamente aquela Porta Negra e entrarem lá dentro enquanto tranco vocês? Agora decidam, vocês têm livre arbítrio, escolham.... Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento: na hora da decisão, eles chegavam perto da horrível Porta Negra de mais de quatro metros de altura, olhavam para os desenhos de caveiras, sangue humano, esqueletos, aspecto infernal, coisas escritas do tipo: "Viva a Morte", etc...e decidiam: " Quero morrer flechado"... Um a um, todos agiam assim: olhavam para a Porta Negra e para os arqueiros da Morte e diziam para o Rei: - Prefiro ser atravessado por flechas a abrir essa Porta Negra a ser trancado lá dentro. Milhares optaram pelo que estavam vendo: a morte feia pelas flechas. Mas, um dia, a guerra acabou. Passado algum tempo, um daqueles soldados do "Pelotão da Flechada" estava varrendo a enorme sala quando eis que surge o Rei. O soldado com toda reverência e meio sem jeito, perguntou: - Sabe , ó grande Rei, eu sempre tive uma curiosidade, nao se zangue com minha pergunta, mas... o que tem além daquela Porta Negra ? O Rei respondeu : - Lembra que eu dava aos prisioneiros duas escolhas ? Pois bem, vá e abra a Porta Negra. O soldado, trêmulo, virou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio puro de sol beijar o chão feio da enorme sala. Abriu mais um pouquinho a porta e mais luz e um gostoso cheiro de verde inundaram o local. O soldado notou que a Porta Negra abria para um caminho que apontava para a grande estrada. Foi aí que o soldado foi perceber: a Porta Negra dava para a.... LIBERDADE !!!!! MORAL DA HISTORIA: Todos nós temos uma Porta Negra dentro da mente. Para uns, a Porta Negra é o medo do desconhecido. Para outros, é uma pessoa difícil. Quem sabe até uma frustração qualquer, do tipo: Medo de se entregar ( a alguém ou a alguma coisa ). Medo de se relacionar ou Medo de viver um grande ( e triste ) amor ou Medo de ser rejeitado ou Medo de inovar ou Medo de mudar ou Medo de voar mais alto. Para alguns, a Porta Negra é a incerteza que a falta de preparo atemoriza. Ou uma trava imaginária que as inseguranças da vida fabricaram durante a educação. Mas, se você pode perder, você também pode vencer. Se der um passo além do medo, você vai encontrar o raio de sol entrando em sua vida. Abra essa PORTA NEGRA e deixe o sol inundar você...

"O Céu gera, a Terra nutre, o Homem executa. Na prática do Tai Chi Chuan cada gesto, cada deslocamento, cada componente físico e cada atitude mental estão impregnados dessa tomada de consciência".

 

Roland Habersetzer

Mente em Movimento

 

Dois homens estavam discutindo sobre uma flâmula que tremulava ao vento: - É o vento que realmente está se movendo! - declarou o primeiro. - Não, obviamente é a flâmula que se move! - contestou o segundo. Um Mestre, que por acaso passava por perto, ouviu a discussão e os interrompeu dizendo: - Nem a flâmula nem o vento estão se movendo, é a MENTE que se move.

Morihei Ueshiba - Tirado do Livro a "Arte da Paz":
 

"O teu espírito deverá estar em harmonia com o funcionamento do universo; o teu corpo deve estar em consonância com o movimento do universo; corpo e espírito de vem ser um só, unidos com a atividade do universo."

PAN GU

O mundo veio de uma bola cósmica, envolta em trevas, flutuando no universo. Dentro da bola, havia um espírito. O espírito foi-se desenvolvendo em silêncio, no seu interior, ninguém sabe por quantos anos, até que finalmente esse novo espírito, chamado Pan Gu, nasceu. Pan Gu vivia dentro da bola, com os olhos meio fechados, absorvendo a nutrição da bola, dormindo tranqüilamente.

Milhões de anos se passaram assim, Pan Gu cresceu e virou um gigante. Um dia, ele abriu totalmente os olhos. Mas porque se encontrava em total escuridão, Pan Gu não conseguiu ver nada. Ele pensou que o negrume em frente dos olhos fosse por que ele não tivesse acordado totalmente; limpou os olhos, mas mesmo assim não via nada. Limpou várias vezes os olhos, mas em frente dele existia somente uma escuridão sem fim. Ele ficou bravo, pulando e gritando, pedindo pela luz, batendo na bola para quebrar o mundo escuro.

Pan Gu ficava pulando e gritando, ninguém sabe por quantos anos; finalmente, seus gritos e todo o barulho que fez atravessaram a bola e chegaram aos ouvidos do Imperador de Jade no céu. Ao ouvir o barulho, o Imperador de Jade ficou muito feliz. Ele pegou um machado que tinha ao seu lado, e o jogou dentro da bola para Pan Gu.

Pan Gu, pulando e gritando, de repente, viu um fio de luz quando o machado atravessou a bola. Ficando surpreendido, ele alcançou a mão para tocar a luz. Ao mesmo tempo, o machado chegou e caiu na sua mão. Sentindo que alguma coisa tinha caído na mão, ele deu uma olhada: era um machado. Mesmo não sabendo de onde veio o machado, ele ficou muito feliz e decidiu quebrar a escuridão com o machado.

Com a primeira machadada, Pan Gu ouviu um barulho enorme, tão forte que pareceu quebrar tudo. Uma racha apareceu na bola, e uma luz brilhante veio de fora. Ele ficou tão alegre que por momentos, se deteve, exclamando sua emoção. Mas subitamente, viu que a racha ia-se fechando e a luz sumindo. Ele jogou o machado no chão e empurrou a parte de cima da bola para manter a racha, e a luz.

Sabendo que, se desistisse, a bola fecharia de novo e ele perderia a luz, Pan Gu ficou sustentando a parte de cima com muita força. As juntas dos seus ossos começaram a estalar, Pan Gu estava crescendo. Todos os dias, ele crescia um Zhang (medida chinesa, 1 Zhang = 3 metros), e a racha aumentava um Zhang. Muitos anos se passaram, Pan Gu chegou à altura de 18 milhas de Zhang, o mesmo acontecendo com a racha.

Pan Gu, ao ver que os dois lados da racha ficaram suficientemente afastados um do outro, não podendo mais fechar, Pan Gu sentiu-se aliviado, e começou a dar uma olhada ao redor dele: a escuridão em cima tinha virado o céu, mudando a cor para azul claro; a escuridão, em baixo, mudou para terra grossa, de cor amarela-marrom. Olhando para o céu azul claro, tão grande que parecia não ter fim, e a terra amarela, grossa e ampla, Pan Gu sentiu-se muito alegre: a escuridão tinha-se retirado e a terra estava coberta pela claridade. Ele começou a rir.

Ele riu tanto que, de repente, teve um colapso e seu grande corpo caiu no chão. Pan Gu havia morrido. Mas, na verdade, ele não morreu. Seu corpo brilhou e as partes da sua essência física começaram a se transformar.

O seu olho esquerdo voou para o leste do céu, e virou o sol brilhante que ilumina tudo. O seu olho direito voou para o oeste do céu e virou a lua terna. A sua respiração transformou-se no vento da primavera que acorda a Vida e nas nuvens que flutuam no céu; a sua voz, no raio que ilumina as nuvens escuras com um trovão ensurdecedor. Seus cabelos e barba voaram em todos os sentidos e viraram florestas densas, ervas prósperas e flores coloridas.

Seu suor atingiu o céu e virou estrelas brilhantes. Seus braços e pernas se estenderam e formaram montanhas. Suas veias tornaram-se caminhos serpenteando a terra, onde seu sangue fluiu, formando os rios. Seus dentes e ossos se espalharam e viraram metais brilhantes; jades brancos, pérolas cintilantes, ágatas lindas e tesouros abundantes. Da sua saliva, surgiu a chuva que umedece a terra. O que restava da vida em seu espírito virou lentamente em bichos, peixes, pássaros e insetos, e trouxe vitalidade para o mundo.

Usando seu corpo e seu espírito, Pan Gu criou o mundo.

FONTE: http://www.minhachina.com/lendas/arteLendaOrigemPG.htm

[NADA EXISTE] 

Um jovem estudante Zen, que visitou mestre após mestre. Foi ter com o sábio que vivia no topo da montanha. Desejando mostrar o quanto já sabia, ele disse, vaidoso: "A mente, Buda, e os seres sensíveis, além de tudo, não existem. A verdadeira natureza dos fenómenos é vazia. Não há realização, nenhuma desilusão, nenhum sábio, nenhuma mediocridade. Não há o Dar e tampouco nada a receber!"

O Sábio que estava a fumar pacientemente, nada disse. Subitamente ele acertou na cabeça do estudante com seu longo cachimbo de bambu. Isto deixou o jovem furioso e começou a insultar o sábio.

"Se nada existe," perguntou, calmo, o Sábio" de onde veio toda esta tua raiva?"

Um dia o discípulo perguntou ao mestre:

"Porque considera tão importante o sossego?"

"Acompanha-me" disse o mestre.

Conduziu-o até a um lago e com um pau começou a agitar as águas e disse-lhe:

Olha-te. "Podes ver o teu rosto na água?" 

" Como posso ver-me se a água está tão agitada?" Protestou o discípulo, pensando que o mestre estava a brincar com ele.

"O mesmo te acontece" . disse-lhe o mestre - " enquanto estiveres agitado e sem sossego, jamais poderás ver o teu verdadeiro rosto. Só com a calma e o sossego, os teus olhos verão a cara  da tua essência, que é a imagem interna da tua alma".

Percebem-se os objetos através dos sentidos.
Percebem-se os sentidos através da mente.
Percebe-se a mente através de si mesmo.
É somente este SI MESMO que deve ser buscado.
Não é difícil de encontrar.
Sua fragrância está em toda parte e
permeia todas as coisas.

 

Wu Hsin (400a.c.)

 

O MONGE MORDIDO

 

 

     Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monje deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

     — Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!

     O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: — Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.


UMA MANEIRA DE COMPREENDER 
O SIGNIFICADO DA 
PAZ PROFUNDA

 

     Havia um Rei que ofereceu um grande premio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a Paz Profunda.

     Muitos artistas apresentaram suas telas.

     O Rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve de escolher entre ambas.

     A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um Paraíso muito azul com tenues nuvens brancas.

     Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a Paz Profunda.

     A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um Paraíso tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com relâmpagos e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico.

     Mas, quando o Rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, em meio ao ruído da violenta turbulência da água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho... Em Profunda Paz!

     O Rei escolheu a segunda tela e explicou: — PAZ PROFUNDA não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo para realizar ou livre das dores e das tentações da encarnação. PAZ PROFUNDA significa que, apesar de se estar em meio a tudo isso, permanecemos calmos e confiantes no SANTUÁRIO SAGRADO do NOSSO CORAÇÃO. Lá encontraremos a Verdadeira PAZ PROFUNDA. Em SILENCIOSA MEDITAÇÃO.

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​Um caminho de 1000 quilometros começa-se com um primeiro passo...                                                                                       Voltar ao topo                                

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